quarta-feira, 16 de setembro de 2009

Missão arqueológica - Relatório

Dia 15/set/09 o Grego, Aluizio e eu empreendemos uma missão arqueológica até o Seminário Maior no Bairro Genebra, em Campinas.
É lá que estão custodiados os documentos que sobraram do ex-SIC.
Chegamos por volta das 9 horas e fomos barrados na porta por uma funcionária, uma vez ela não havia sido avisada de que visitaríamos o local.
Por volta das 10 horas chegou o Cônego Jeronymo Furian que havia combinado com o Aluizio que nos receberia. Nos recebeu muito bem e nos deixou bastante a vontade.
Mal entramos no prédio eis que o Grego já vislumbrou uma surpresa: O relógio que ficava no hall central e nos acordava diariamente. Mas o relógio teve que aguardar até as 16 horas para ser filmado e ter suas batidas gravadas. Bem, isso não é mais novidade uma vez que o Grego já enviou o "filminho" para todos os e-mails de nossa relação.
O Cônego Jeronymo nos mostrou a salinha e armário onde encontram-se os documentos do ex-SIC (veja a foto do armário).

Toda documentação disponível está neste armário, exceto 2 álbuns de fotos que nos foram trazidos por um seminarista.
Depois mostrou a sala dos computadores, a capela (onde aproveitamos para agradecer a Deus e rezar para todos os ex-SIC, em particular pela pronta recuperação do Augusto Chiavegatto).
Visitamos também a biblioteca. O que encontramos de interessante lá? Livros, lógico.
- Mas, que livros?
- Bem...isso vocês terão que aguardar a publicação das fotos no nosso "site" (http://sites.google.com/site/exsicampinas).
O Grego e Aluizio ficaram anotando os nomes dos ex-seminaristas que constam dos livros (um livro por ano). Cada aluno possui, para cada série que frequentou o seminário, uma página com as notas das respectivas matérias (Há ano que consta a matéria de Cosmologia). Como a quantidade era muito grande, a preferência foi por anotar os nomes que permaneceram mais de um ano no seminário. Enquanto isso, graças a um "scanner" que o Grego levou, fui "escaneando" fotos e outros documentos.
- Opa! Outros documentos? Que documentos são estes.
- Mais um pouco de paciência. Após organizarmos o que coletamos vocês poderão vê-los no nosso "site" (http://sites.google.com/site/exsicampinas). Posso adiantar que são algumas atas.
Paramos um pouco para o almoço. Aceitamos o convite do Cônego Jeronymo para almoçamos em companhia dele e dos seminaristas. Relembramos nosso tempo de comunidade ajudando a lavar/enxugar a louça e voltamos ao trabalho.
Por volta das 17 horas demos por encerrada nossa missão. Porém há muito material ainda a ser lido/copiado.
Como tiramos apenas algumas amostras do material, nova missão dependerá do interesse que isto despertar nos ex-seminaristas.

Mesmo não tendo a ver com o assunto da postagem, aproveito para relatar a visita que fiz no dia seguinte ao Osnir Zócchio, em Amparo.
Convidei-o a ir ao próximo encontro do dia 19, em Indaiatuba, mas ele se sente incomodado em dar muito trabalho às pessoas (teve um AVC e está com bastante dificuldade para caminhar e falar) e preferiu declinar o convite.
Então nos resta vê-lo por fotografia.



Rocha, J. Reinaldo(62-67)

domingo, 13 de setembro de 2009

DOMINGO











Domingo,
Acostumado com o levantar as 6:00 h, aos domingos a gente acordava e pensava: ainda tem mais uma hora.
Missa solene, quase uma hora e meia e depois café. Mas no refeitório não tinha aquele clima agitado de estar atrasado.
A manhã tinha muito papo em andança pelos campos a comentar o filme ou o show do sábado.
Também, jogos livres, ouvia-se músicas na sala dos maiores, tudo, menos estudo.... alguns vão dizer que no tempo deles não era assim, não...
As fotos acima não são as mais belas, mas pontos de referência e os amigos certamente puxarão a memória:
Domingo era dia de seleção dos maiores x times de fora.... e o campo de baixo ficava rodeado de gente, principalmente visitas.
A gruta era ponto de referência prá gente subir no alto dela e ter aquela visão da outra foto: ver o céu largo e azul, as colinas a formar o horizonte ao longe e isso era tão importante prá gente, que vivia entre quatro muros, poder clarear a mente e sentir a liberdade do céu... A gruta também tinha a fonte onde o Cônego mantinha seus peixes e plantas. E não gostava de ninguém subindo na gruta, então a gente ia...
... na outra foto, a escada do campo de baixo. Ali a gente ficava longo tempo, também, conversando e olhando para fora.... ich! já repeti tantas vezes essa conversa!!!
Mas o que restou? Os sentimentos, sem eles poderíamos jogar fora todas as fotos.

sexta-feira, 11 de setembro de 2009

Amenizando a rotina












Primeira foto é capa de livro de premiação da Academia Literária.
As demais, desenhos nos concursos entre 1965 e 1967.
Na pesquisa histórica sobre a vida interna do Seminário, encontrei um regulamento duríssimo no início, lá pelos anos de 1920. Levantar as 5:30 h, oração e missa, café em silêncio, aulas duríssimas sem ter para onde fugir, faltar ou pular o muro. Durante o almoço ouvir a leitura da Bíblia ou a vida de santo. O recreio a meia voz e depois mais estudos. O futebol jogado vestido com calças, estudo a noite de novo.... e assim, dia após dia, mes após mes... e nada de férias de julho. Isso foi sendo amenizado ao longo do tempo.
Diz então os documentos que os Bispos, que se sucederam, sempre foram muito flexíveis na produção de eventos culturais.
O Seminário da Imaculada (1955-1972) foi o último e nesse período já estava bem ameno.
Então relembramos que os esportes já estavam a todo vapor, com uniformes para as seleções e campeonatos de todas as modalidades, futebol de campo, salão, basquete e vôlei.
Logo de início todos faziam um teste para o coral. Quem não cantava no coral participava dos ensaios dos hinos das missas, então todo mundo cantava....
Os mais talentosos tocavam o piano que ficava no autitório e o órgão que ficava na Capela.
Ou então, quem quisesse tinha seu violão e então surgiam os "conjuntos" musicais.
Tudo isso era usado nos shows em alguns fins de semana.
Também era oficial o Grêmio e a Academia Literária. A cada semestre era reconstituída a Diretoria. As sessões eram feitas em algum dia de semana a noite e era bem esperada porque variava um pouco os estudos da noite. Também divertido assistir os colegas declamando poesias ou fazendo polêmicos discursos. Também estava anexado a esses movimentos as bibliotecas com livros recreativos, histórias, bibliografias, romances clássicos, coleções, etc.
Evento esperado e que movimentava toda a comunidade, bem como as famílias, era o concurso de desenhos. Durante um mes era incentivado que todos fizessem um ou vários desenhos. No prazo final esses desenhos eram levados para uma comissão, as vezes eram professores de outros colégios e se obtinham os três primeiros lugares e três menções honrosas. A premiação eram feita juntamente com um show e em seguida inaugurada a exposição de todos os desenhos produzidos. O hall ficava repleto de cavaletes lotados de desenhos e durante 1 semana era divertido ficar observando cada um.... cada um... meio estranbólicos... intrigantes...etc.
Acima alguns que restaram, inclusive o do trem foi terceiro lugar em 1966... o que deixou muita gente inconformada... mas era arte moderna.....rs...rs...rs.......













segunda-feira, 7 de setembro de 2009

FERIADO 7 DE SETEMBRO

Até 1967, enquanto ainda a Comunidade era viva, a vida interna era cheia de atividades.

Os mais velhos relatam que no início a vida era muita difícil, como nem ter férias em julho, estudar sábado a noite e domingos, os recreios controlados, etc.

Mas ao iniciar a década de 60, muitas conquistas já estavam implantadas e então haviam muitas opções para se participar. Mas não era fácil você ser escolhido para alguma atividade. A fanfarra, por exemplo, considerando que haviam 150 alunos, não era fácil ser escolhido para formar entre os + - 30 elementos. Eu p.ex. só consegui tocar caixinha porque era amigo do PC...T, hummm! que era monitor da fanfarra. Há que se considerar que de ano para ano com a saída da última turma, todos avançavam preenchendo as vagas. Assim era as seleções nos esportes. Ser escolhido para uma peça teatral, então, era muito difícil; participar da redação dos jornais, aprender datilografia, fazer parte do grupo da encadernação, da fábrica de velas, da turma do cinema, etc. Mas a gente dava um jeito de se enfiar ou então era também prazeiroso ser somente expectador.... Meu caso porém, em me enfiar nesses grupos: para participar do grupo da horta, que tinha o privilégio de faturar uma graninha, foi que procurei o Taré, o chefe, e disse que eu vinha de uma fazenda e sabia mexer na terra... pronto. Depois pulei para a encadernação porque fazia direção espiritual com o Pe. Faur e comecei a relatar para ele meus problemas e ele pegou que eu era meio fraquinho e foi dizer para a irmã Paulinha para me ajudar e assim fui aceito pela verdadeira "vovó", que vivia me dando conselhos. Tentei também fazer parte do grupo que aprendia datilografia com o João Mário. Não havia vaga. O cinema, do Daólio, era um grupo muito seleto também.... Mas todos eram livres para represálias e então surgiram muitos "conjuntos" musicais expontâneos e até a seleção de futebol Corintinha era uma rebeldia pelos que se sentiam injustiçados pela não convocação para a seleção principal.











sexta-feira, 24 de julho de 2009

Colégio Interno


(Essa página pertence ao blog que está no site: http://sites.google.com/site/exsicampinas que conta a história completa do Seminário da Imaculada de Campinas-SP entre os anos 1955 e 1972 e também dos Seminários anteriores D.Barreto e Diocesano)

São 150 alunos entre 11 e 20 anos de idade e 12 superiores, na foto acima, clique sobre ela para aumentar.
Nessa fota ainda não estão as freiras (a Madre e uma auxiliar. Duas freiras na cozinha, uma na copa e uma no refeitório. E uma na lavanderia e atendimento externo.
Os empregados: um faxineiro nos dormitórios e quartos dos padres. Dois faxineiros nos pátios. Um para serviços gerais, mais dois no corte de lenha e carpintaria. E o secretário geral.
Esse era o quadro humano desse Colégio interno conhecido como Seminário. Existiam algumas outras formas de CI e acho que o mais famoso foi retratato por Raul Pompéia em O Ateneu. Porém o Seminário tinha o objetivo maior que era encontrar vocações sacerdotais.
Porém, interessa mostrar aqui como isso funcionava. Vamos lá.
A figura maior era o Bispo, que apenas visitava de vez em quando. Sua autoridade era estendida ao Reitor e Vice Reitor. Agora, puxando pela memória e recordando, o nosso Reitor estava sempre presente mas de maneira surpreendente, isto é, nunca se sabia se iria entrar de repente no refeitório, aparecer nos recreios, nos dormitórios... Ah! sim, me deu um arrepio agora; lembrei-me de um fato: dormitório, ou melhor banheiros, hora do banho depois do esporte. Todo mundo agitado ainda e só tínhamos 20 minutos. Portas batiam, o barulho dos chuveiros (gelados), correria, toalhas voando para o ar e muita conversa. De repente alguém gritou: Monsenhor Bruno!! - Quem?!!!-berraram alguns. -Monsenhor Bruno!!!- a voz berrou de novo. Não era possível! O espanto traduzia medo porque era o Reitor aparecer no dormitório bem na hora do banho. Se ele estava alí era porque vinha para estraçalhar. E era verdade! Quando aquela figura, trajada em batinha negra, entrou no dormitório uma onda de silêncio foi invadindo o corredor e penetrou lá no fundo.... Quem conseguiu entrou em um chuveiro ou wc e ficou esperando para ver o que ia acontecer. Quem não conseguiu encostou nas paredes e viu quando o velho apontou na curva da porta. De mãos para trás fulminava todo canto com um olhar terrível, procurando foco nas lentes dos óculos. Bem, porque todo esse medo? Primeiro porque depois de toda inspeção ele sempre tinha um sermão sobre higiene, educação, comportamento e sempre tinha um castigo e o pior deles era ser suspensa alguma das coisas que mais gostávamos: ou um dia de esporte, ou a sessão de cinema ou então a pior de todas, se ele apurasse algo individual, mandava o sujeito para o quarto e então tchau... se fosse caso grave ele não hesitava em "mandar embora", como dizíamos. O Reitor representava a "mão de ferro" do sistema. Depois, haviam tres cargos importantíssimos porque seus titulares acompanhavam a omunidade o tempo todo. O Ministro de Disciplina, o Ministro Espiritual e o Prefeito dos Estudos. Eram três padres que se revezavam no acompanhamento de todas as atividades.
A vida na Comunidade exigia muitas tarefas e então os alunos eram escalados para elas. Algumas eram semestrais e outras semanais. Toda sexta-feira o "chefe" do Conselho dos Maiores anunciava durante o jantar a "pauta da semana", que era supervisionada pelo Ministro de Disciplina. Os escalados começavam no sábado. Vejamos então: As tarefas semanais: - Serventes (serviam as refeições) - serventes extras (ajudavam na limpeza, após as refeições). Varredores dos pátios e das classes, nas missas: leitores, acólitos(diário), cerimoniário, turiferário. Roupeiros (levavam os sacos de roupas para a lavanderia toda 2a. feira e buscavam no sábado a tarde). As tarefas semestrais: Monitor, Roupeiro (tomava conta da rouparia), sapateiro(contato com o sapateiro externo), Doceiros (barzinho), Boleiro(materiais esportivos), Bibliotecários e enfermeiros... acho que não me esqueci de algum outro. Também eram escalados líderes de limpezas para os sábados. E para cada líder de cada local eram escalados seus auxiliares de forma que todos participavam da "limpeza geral" toda tarde de sábado. Um final de semana encerava-se o andar de baixo e no seguinte o andar de cima. Também havia os representantes da "democracia"... sim...sim...no meio de tanta disciplina os alunos também eram representados. Cada classe tinha um líder e os líderes das classes do Ginásio formavam o Conselho do Ginásio e esse tinha um Presidente ou como chamávamos, o Chefe do Conselho. Mesma formação para o Colegial. Outra importante escalação era a formação da Diretoria do Gremio e Academia Literária. Eram formados pelo Diretor, um superior, o Presidente, Vice, 1o.secretário, tesoureiro e bibliotecário. Haviam sessões mensais e a escalação saia no início do semestre. As sessões seguiam na ordem: Abertura pelo Diretor, Palavra do Presidente, Leitura da ata anterior, Crítica da sessão anterior, apresentações( poesias, prosas, discursos e jograis). No final o improviso. Era sorteado um nome que falaria sobre alguma coisa, por isso todos iam mais ou menos preparados com algum assunto na cabeça.
Tudo isso dá uma noção da vida interna e para completar aqui vai a rotina dos dias:
6:00 - levantar 6:20 Oração da manhã e missa 7:00 Café 7:30 1a.aula 8:20 2a.aula 9:10 3a.aula 10:00 lanche 10:20 4a.aula 11:10 5a.aula 12:00 almoço 13:30 estudo 15:00 lanche e esportes 17:00 banho 17:30 leitura espiritual 18:00 jantar 19:30 terço 19:50 estudo 21:00 oração da noite 21:30 Dormir
Sábado: a tarde, limpeza geral, esportes, banho e ensaio da missa do domingo. Jantar, recreio, cinema, show ou teatro.
Domingo: levantar as 7:00 Missa Solene Manhã livre (jogos, leitura, conversas, etc). A tarde, livre, esportes com as seleções, jantar, recreio, benção do SS e dormir
Bem, na próxima abordaremos o aconteceia dentro de cada atividade dessas.





quinta-feira, 9 de julho de 2009

FERIADO




9 de julho - feriado Paulista.
Antes desse assunto quero lembrar aos amigos que este site é de recordação do Seminário. Mas se você gostaria de ler assuntos mais atuais, acesse o Blog do Claudio Batisttutti que agora tem mais um específico sobre Administração. Para achá-lo é fácil: acesse pelo nosso site, está na barra lateral.
  • O Feriado de hoje não havia nos anos 60/70/80... mas Feriado para nós era alegria....
  • A rotina diária era pesada, hora à hora e até recreação e diversão tinha tempo contado.
  • Quando aparecia um feriado no calendário era um alívio.
  • Começava que levantar era mais tarde: 7:00 h. Sem pressa a vida parecia aliviada...
  • Até a missa era mais suportável...desculpem o têrmo, mas missa diariamente, em jejum e de cabeça quente com as aulas que viriam, não era muito meditativa, não...
  • O café era mais tranquilo e a gente se excedia os 15 minutos e na conversa. O Refeitório fica barulhento e alegre.
  • Nos anos 50, diziam os mais velhos, feriado era estudo... mas nos anos 60 já era descanso mesmo. Não havia sinal, o monitor só apitava para o almoço, jantar e fim do dia.
  • E assim o dia amanhecia tranquilo. Alguns feriados eram usados para se organizar Ginkanas e até Olimpíadas. Se não, o pessoal já ia para o dormitório e desciam correndo para a fila do futebol de salão, ou para o jogo livre no futebol de campo.
  • Da sala dos maiores soava o tic-tac do bilhar e o som da vitrola....
  • Quem não estava a fim de atividades se juntava a alguns e iam para os campos em total descontração... e era gostoso os longos papos...
  • ...ou se ficava na carteira lendo livros do gremio ou academia....
  • O almoço era festivo e a tarde, mais futebol, papos e descanso... até o banho e daí tudo tomava o rumo da retomada no dia seguinte.
  • ...lucro! lá se foram 2 aulas com o Pe. Sena, 2 com o Cônego, as aulas de Ciências... ufa!

  • As fotos acima ilustram o que podia acontecer no Feriado: um jogo especial ou uma exposição...

segunda-feira, 6 de julho de 2009

RECREAÇÃO


video

(TECLE NO INDICATIVO PARA VER O VÍDEO E LIGUE O SOM)

  • As horas de lazer no EX-SIC eram o que davam o sustentáculo à vida reclusa.
  • Essas horas eram os recreios após o almoço (12:00 - 13:30) e jantar (18:00-19:30)
  • Eram nessas horas que se formavam as "panelinhas" no bom sentido...
  • ...e saiam a andar pelos campos, avenidas e pátios.
  • e aí rolavam os papos sobre as famílias, a história de cada um e problemas no Seminário.
  • Imaginar que isso ocorreu bem fase mais marcante de um ser humano (11 - 20 anos).
  • Nos bons tempos, enquanto a Comunidade funcionava, principalmente os menores, conversávamos a respeito dos acontecimentos. Como foi a sessão do Grêmio. A ansiedade de estar escalado para se apresentar lá. Comentar sobre os filmes que assistíamos. Analisar os superiores e suas atitudes no dia a dia. Tudo o que acontecia nos campeonatos, os livros que líamos, as previsões de feriados e festas, os concursos de desenho, os professores e aulas e a ansiedade de fechar as matérias, as saídas e férias, as escalações.
  • Tudo isso era comandado pelo SINEIRO. Quem se lembra do sineiro ou monitor?
  • Era o seminarista maior escalado para tocar o sino indicando começo ou fim de uma atividade interna. Para atividades externas ele tocava um apito.
  • Depois veio a fase final, a comunidade não tinha mais nada disso. Então, com o fechamento de meio prédio, cedido para o Cursilho, criaram uma sala de Recreação onde era o estudão de baixo. Lá foi instalado em um canto perto da porta, uma vitrolona que tocava Creadence o tempo todo. No outro canto, algumas instantes onde devorei com leitura, dia a dia, uns 30 livros de seleções reader´s digest. No terceiro canto, algumas mesas de jogos. E no canto do fundo, ao lado das janelas, uma TV. Alí ficou marcado: O Tunel do Tempo, Cowboy na Africa, James West, A feiticeira, Jeanie é um gênio, as sessões de cinema do canal 9 e a mais marcante, veja no vídeo acima.... a música faz a gente se conectar... o passado parece reviver....

quarta-feira, 24 de junho de 2009

DO LADO DE LÁ...











De 1955, ano da inauguração do SIC, até 1966, passávamos o ano letivo todo sem sair fóra dos quatro muros. Antes do SIC, nos outros Seminários que o antecederam os seminaristas passavam o ano todo mesmo, internos. Só tinham permissão para passar alguns dias com a família, no final do ano. E família se entendia a casa dos pais. Nada de visitar parentes. Depois foram aceitas as férias de julho e dezembro/janeiro. No começo dos anos 60 já haviam as saídas bimestrais em fins de semana. Os que não eram retidos para ajudar na Catedral, na semana santa, podiam passar a semana toda em casa, digo na sua paróquia. Em 1967 começou o sistema de semi-internos. O pessoal da redondeza vinham de manhã e iam para casa depois do estudo da tarde ou dos esportes. Também em 1967 acabou o Colegial interno e as classes passaram para o Colégio de Aplicação Pio XII. Lá mesmo onde um dia também fora Seminário, chamado de Diocesano. Em 1972 fomos todos para "rua". O Seminário era apenas para dar abrigo.

Internos, semi-internos, externos, o que significou isso?

A idéia inicial do internato, para quem pretendia seguir a carreira religiosa, bem como as outras ordens, era afastar o jovem, desde cedo, da maldade do mundo. Tudo na Igreja era voltado para Deus. Encontrar com Deus, salvar a alma, ir para o céu e para isso se necessário enfrentar sofrimentos, aceitar penitências e entregar a própria vida, se necessário fosse. Para isso a Igreja tinha uma infinidade de regras, ritos, celebrações, mandamentos, orações, etc. Também eram mantidas as congregações leigas e quando se saia do Seminário, ia-se para casa, encontrava-se um ambiente muito familiar, mas onde o seminarista tinha que começar a aprender a liderar. Mas, seguindo orientações do Concílio Vaticano II, deu-se a abertura total do Seminário. As comunidades paroquiais foram também se modificando de maneira que desapareceu o antigo ambiente acolhedor para o seminarista. Os leigos tomaram a liderança, através de pastorais, que os seminaristas não podiam acompanhar. Verdade é que até hoje os padres não acompanham, apenas controlando o que acontece nessas lideranças, dado que são muitas e sairam de dentro da Igreja, para as ruas. Assim a Teologia, a visão, a prioridade pelo sagrado deu lugar para o próprio "Homem". Pobres, excluídos, trabalhadores, o social, passaram a ser temas nos próprios cultos. Apenas se manteve um restinho de sagrado, através do padre, na consagração e comunhão. Demais, até os leigos passaram a pregar, com apenas alguma formação como ministros. Apesar de estar sob a vigia do pároco, trouxeram para baixo a formação Teológica, a permissão para esses leigos expressarem suas visões, interpretações e passar isso em forma de "palavra de Deus". Então depois dos anos 60 os Seminários Tridentinos não tinha mais função na formação dos seminaristas. Aí começo a falar por experiência própria. Ir para o colégio fóra trouxe um desafio maior. De preservados da maldade do mundo fomos lançados a ele. No colégio, por exemplo, aos 16 anos de idade, encontramos nossa classe do Clássico lotada de belas garotas, com quem encontrávamos todo dia. Fizemos amizades com elas e também com os rapazes que tinham opiniões muito diversas da nossa, sobre ser seminarista, querer ser padre. Nunca ouvimos no novo ambiente, nada de encorajador, ao contrário, todos queriam é acabar logo o colégio e ir embora. O problema é que ao longo dos anos passados internos, nos tornamos materialmente dependentes do Seminário. Quem possuia condições e apoio da família foi-se rápido, mas a maioria teve que ir amadurecendo sua saída. Ao atravessar os muros a gente se sentia muito comum, as vezes até com sentimento de inferioridade, com muita cultura que nada valia diante do materialismo crescente. Isso alastrou-se pelo Seminário Maior, que também foi substituido pelo estudo na Faculdade e vivência em repúblicas. Deu-se que todos se perderam. Veio então a famosa "crise de vocações", paralelamente com um número alarmante de pedidos de dispensa dos padres. Estava difícil para nós seminaristas, conseguir enxergar a figura especial do padre nas ruas e na própria vida das paróquias. Abandonaram a vestimenta (batina) e passaram a uma figura comum, incógnita, quase que escondida no meio do povo. Ameaçava a ser uma profissão comum, mal remunerada, se o padre não procurasse um bico, como dar aulas. Muitas pessoas que tem uma vaga noção da formação religiosa sempre se pronunciam pela Filosofia do "eu acho". Eu acho que o padre deveria se casar.... eu acho que eu tenho meu próprio Deus... etc. Então é preciso que eu mostre aqui o que, pelo menos, era ser padre. Como se definir e bater o martelo aceitando ser celibatário, resignado, cumpridor de deveres dia e noite e manter o controle sobre si mesmo e sobre sua comunidade. Coisas que profissões comuns não tem. Ser padre é ter incorporado em si, conceitos espirituais, adquiridos por anos de preparação, isolamento pessoal em meditação e tentando compreender sua missão. Para isso, haviam ritos que desde o Seminário menor passaram a ser parte de sua vida. Para isso, haviam manuais, livros de regras e orações, bem como comportamento e obediencia. Não dava e acho que ainda não dá, para se conseguir tudo isso, ouvindo profanos dia a dia, quando deveria ouvir seus mestres de vocação. É impressionante ver, salvos os antigos, como os padres estão vulgarizados. Alguns parecem até distantes da própria missão, atendo apenas quando estão no altar. Para terminar me lembrei agora da história, quando Pedro fugia de Roma e na via Ápia encontrou Jesus Cristo em caminho contrário e Pedro perguntou-lhe: Quo vadis Dómine? E Cristo disse-lhe: Vou para lá terminar a sua missão. E envergonhado, Pedro voltou para ser crucificado em Roma.

As fotos de Campinas, acima: a R. 13 de maio. Naquela época ainda não era calçadão e por ela passava o Bonde. Lembro-me que em 1966, depois de passar pelo Dr. Paulo Ariani, segui o amigo PCT e fomos em uma ótica comprar o primeiro óculos. Também ao deixar a estação ferroviária, em outra foto aqui, entrávamos na 13 de maio e descíamos até encontrar o bonde que ia até o cemitério da saudade, no bairro Swift. De lá caminhávamos até o Seminário. Mais uma vez eu seguia o PCT que ao andar naqueles ônibus coletivos tinha ânsia de vômito....rs...rs...

O colégio Pio XII, símbolo total de mudança na nossa vida.

O pátio dos leões da UCC, hoje PUCAMP, quando ainda não havia Campus e onde começamos a fazer qualquer faculdade profana na área social.

sexta-feira, 19 de junho de 2009

FOI-SE E NÃO MAIS VOLTOU...RECORDANDO.




Grego, bom dia! Pois é, amigo, que chato saber do falecimento do Sturaro, né? Se bem que todos nós estamos aqui apenas passando. Você já leu o sermão de Vieira"QUO VADIS"? Vieira diz: "EX UTERO AD TUMULUM", mas eu acho que ele deveria ter dito de outra forma, pois nossa vida não termina no "tumulum", pois nós viemos de Deus e para Deus voltamos, não assim mesmo? Daí podermos interpretar o ser imagem e semelhança de Deus. Mas, me diga, ninguém do nosso grupo ficou sabendo do falecimento do Sturaro? Eu me lembro do Sturaro, lá na recreação dos médios, mas hoje, na foto, não consigo identificá-lo. Um abraço> Lúcio
GREGO: Pois é Lúcio. (será que a nova ortografia vai tirar o acento do seu nome? rsrsrsr)> Evidentemente você está se referindo à foto velha. Nas novas ele é o gordo de camiseta amarela.> Na velha ele está na em pé, da esquerda para direita, é aquele de óculos e roupa escura. Além dessa ele só aparece em mais foto, mas que está bem ruim.> Quem do nosso tempo não se lembra dos Shows, das esquetes, em parceria com o João Mário de Oliveira Cerqueira. Eles entravam no palco, de repente, empurrando carteiras e mesas e rapidamente executavam uma esquete e faziam todos rirem.> Saindo do SI foi para o exército e segundo contou, estava no tanque de guerra, cuja lagarta quebrou e matou o Passarinho. Segundo ele foi um acidente que devia ter sido previsto e evitado.> E como todos o reencontramos em 2005 na chácara do Sibinelli e depois mais uma vez no Arthur, e em ambas você não estava. Então só lhe restam as fotos....> Engraçado, Os Sermões do Padre Vieira, era um livro da Academia, da qual infelizmente não deu tempo d´eu (boa ein?) participar. Depois parti para a sobrevivência: Administração. Mas conheço um QUO VADIS? do Cardeal Wisemann, o famoso épico em livro e filme. Vieira se referia a ele?> Pois é, os amigos de Americana e inclusive o Paulo Bonganhi que era parente dele, apesar de morar em Santa Catarina, também não sabia.> O Daólio voltou esse fim de semana de uma tournée pelo interior, a trabalho.> Vocês vão fazer a peregrinação juntos, para Indaiatuba ?> Precisa de um empurrão meu, ou vocês se entendem?> VIVA DR. HELIOOOO..... ihchchchchch rsrsrsrsrsr> abç> grego
Grego, bom dia, chuvosamente falando!É, olha, pode vir a reforma ortográfica que vier, mas te juro que não consigo mais viver sem meu acento, inda mais na idade em que estou, vou precisar demais dele, acredite! Não conheço a personalidade a que vc se referiu e que usou a expressão QUO VADIS?, seria preciso averiguar a época em que ele viveu, se antes ou depois de Vieira. O que sei é que Vieira pertencia à Escola barroca do seiscentismo. Era uma época voltada para a espiritualidade do ser humano, como criatura decaída, o pecado pesando muito e obscurecendo a existência humana e a consciência da brevidade da vida. O padre Antônio Vieira era dessa época, E era xique citar o estilo vieira. O próprio mons. Abreu citava Vieira. Daí o "quo vadis?", pois não adianta se entregar aos prazeres deste mundo se cada um de nós já está seguindo o nosso próprio funeral. Nossa, vamos mudar o rumo da nossa "caminhada"! Eh, mas a igreja viveu intensamente esse espírito barroco e foi nesse bafafá barroco que vivemos até o Concílio Vaticano II, se tenho competência para pensar assim. Quanto ao Daólio, deixa comigo. Já tenho impresso o itinerário super detalhado(obrigado) mas mesmo assim prefiro ir com ele que já decorou os meandros do caminho.Até mais ver!Lúcio(sempre com acento, pois é uma paroxítona em ditongo).

segunda-feira, 15 de junho de 2009

Curiosidades




Lá pelo final do ano, havia um concurso de desenhos promovidos pelo Osnir Zóchio.
Ele levava todos os trabalhos para o Colégio Progresso e lá uma comissão independente e ele escolhiam os 3 melhores para serem premiados. E todos eram exibidos em cavaletes no Hall e o último foi exibido na sala de recreios. Eram muitos desenhos de variados temas. Um dia, ao subir a escada para o hall de cima, dei de encontro com o Zóchio:
- Você tem terno?
- Tenho! - respondi. Fazia parte do enxoval, vocês se lembram do seu terno? O meu tinha calças curtas....rs....rs.... e gravata borboleta..... verdade.......rs....rs
- Você vai ser premiado durante o show....- continuou ele....
Que emoção! Medalhe de bronze para JCG... e lá fui eu.... Não me lembro do 20. lugar, mas o 1o. foi do Carani com um desenho que se chamava "Você". Representava um feto....
Bem, um dia, durante a exposição, entrei na sala e vi uma roda de gente cochichando diante do meu desenho da Caravela(não foi o premiado). No meio da turma estava o Pe. Sena, que descobriu, com sua perspicácia o grave erro que cometi... e riam... e riam.... Os amigos conseguem ver o erro?
A segunda foto aqui, mostro um dos boletins que usávamos durante o ano para saber se íamos fechar as matérias ou ficar para exame, ou 2a. época em fevereiro.... Vocês se lembram dos seus?

terça-feira, 9 de junho de 2009

Quem morreu?


Será que alguém pode esclarecer se essa peça de teatro era a tal de: Universitário morre as 8.?

Eu me lembro também de uma peça onde figurava o Malvestiti de mordomo. Feita em duas partes, 1a. no sábado e só fomos conhecer o assassino na 2a. parte no domingo. Autor: Osvanin.

Teatro e Shows e filmes eram interessantes no SIC. Pena que peguei o final.

O que facilitava era que todos morávamos no mesmo local e os recreios eram usados para ensaios. Ou no estudo da noite, era liberado para os autores, atores e diretores. Nossotros só ficávamos na expectativa do sábado e domingo. Eu, sem talentos artísticos nunca participei de nada, só na platéia.

Logo que cheguei lá, fiquei entusiasmado com a possibilidade de subir no palco, mas já no teste para o Coral, quando o Pe. Canoas chamava um a um dos novatos, e chegando no auditório, ele dizia: o que você pode cantar? Eu respondi: Louvando a Maria. E ele deu a partida no piano e antes que eu terminasse de cantar a primeira frase ele foi dizendo: Tá...tá...tá bom, pode ir.... Perdi a coragem de me inscrever em outras coisas....rsrsrsrsr..rs....r.....

Compensação, que emoção quando uma quarta-feira, no estudão da tarde, o Afonsinho passou por lá e lá da porta ele disse: Grego, desce logo, que você vai treinar na seleção (menores). E no domingo, então, quando após o almoço, ele passava e atirava a camisa amarela na cama da gente. Essa emoção eu tive, porque em 1965/6 a competição ainda era grande.

Também era emocionante esperar pelos maiores, no domingo a tarde. O campo de baixo ficava rodeado de visitas e nós atrás do gol elá vinham eles no uniforme azul e branco. Antes tinha os aspirantes, mas jogavam com uma camisa Verdonaaa!!! credo!....

Alguém se lembra de alguma Olimpíada? Eu assisti duas e ajudei a organizar uma. A mesma coisa com as Gincanas.

Pois é, naquela época, a gente tinha muitos motivos para ficar interno. Vendo a imobilidade das escolas hoje, imagino que a gente tinha muito mais e era mais ativo que se vivesse em casa. O problema era que alguns não aguentavam aqueles quatro muros em volta dele. A velha história, era preferível não ter nada mas ser livre...

ACESSEM TAMBÉM NA BARRA DIREITA DO SITE, O BLOG DO CLAUDIO BATISTUTTI. LÁ ELE FALA DAS COISAS ATUAIS.

segunda-feira, 8 de junho de 2009

Desvendando...


  • Vou fazer alguns comentários sobre essa foto, esclarecida pelo amigo Lúcio.
  • Também vou acrescentar observações feitas a partir de longa conversa com o Claudinê Pessoto, no último encontro na chácara do Artur.
  • Eu entrei para o SIC em 1965. Ainda um ano bom da Comunidade. Já haviam sido abolidas muitas atividades como estudar de domingo, e no comportamento, p.ex., só os acólitos usavam batina, etc. Nesse ano o Lucio ainda estava fazendo o 3o. colegial. Mas daí para frente foi só decadência de ano para ano, e eu fiquei até o último suspiro do SIC, em 1972.
  • Durante os dois anos bons (65/66) me lembro que dentro da grade e do regulamento ainda haviam atividades esporádicas, como Retiros fóra, sessões do Gremio e da Academia, comemorações juninas, olimpíadas.....etc, etc.
  • Agora vou descobrindo coisas interessantes que aconteciam e que já não havia em 1965.
  • Mas a foto acima me surpreendeu pelo relaxo. No nosso SIC se fizéssemos isso era resolvido assim:" O Mons. Bruno está chamando no quarto dele.". E quando isso acontecia o cara podia ir levando as malas e dando tchau....
  • Então o Lucio esclareceu que essa foto foi no Seminário Maior do Ipiranga em SP.
  • Ah! bão! Mas foi uma espécie de protesto contra o uso da Batina! É meio de admirar porque para quem queria seguir carreira religiosa isso não deveria incomodar. O próprio Lucio ainda está por contar como era a comunidade no Seminário Maior em SP. Mas o Pessoto me contou muita coisa que só agora eu começei a acordar. Explico: com 12 anos de idade eu e meus pais sentíamos confiança nos Superiores e no próprio SIC. E assim foi e fui crescendo e aprendendo o meandros da casa e da rotina e passei a ser um veterano. E achava que ao ir para o Ipiranga a coisa seria mais ou menos igual.
  • Mas agora, vejo que a coisa era diferente por lá. Negociatas, politicagem, preferências, protestos eram comuns. Afinal, os jovens já estavam amuderecidos e tomavam posições e idéias próprias. Não dá para contar aqui os exemplos disso, que ouvi, mas quando essa foto caiu na minha mão compreendi que o Seminário Maior era "brabo". O exemplo que posso dar é o que o Lúcio me disse: quando acabou a Teologia ele pediu as ordens menores e disse que está esperando até hoje. Simplesmente o sr. Bispo e os superiores do Ipiranga ficaram enrolando(?). Acho que o Lucio foi vítima de alguma trama por lá.
  • Engraçado, se naquele tempo eles se davam ao luxo de dispensar seminaristas com formação completa, depois disso tiveram que começar a caçar qualquer um e hoje a Igreja sofre com a falta de padres.
  • Bem, mas essas histórias, hoje são folclóricas e históricas. Nossa pretenção agora que tudo morreu ou se modificou radicalmente, é apenas para ficar sabendo, grande curiosidade, porque afinal, pelo sim pelo não, foi nossa vida. Há coisas que não nem devem ser desenterrradas, mas as coisas de regulamento, disciplina e o princípio, meio e fim são interessantes fatos históricos.

segunda-feira, 6 de abril de 2009

Depois sempre fica perplexidade

Já de cara o Omar disse que não ia ao encontro por causa do local? Quem entende isso?
Quando tudo acabou, lá pelas 17:00 h ao sair para a avenida já sem os carros, dei com o Camarguinho ao longe encostado na cerca que ora separa aquela parte. O cara ficava olhando lá para os lados do auditório e da portaria.
Cheguei perto dele e ele disse:
- Quarenta anos.... uma tarde de sábado como essa já estávamos no ensaio do Pe.Canoas...
-Não falamos mais nada mas ficamos a olhar. Aquela grade parecia uma faca que repartia um corpo mutilado. Os jardins em silêncio, as portas fechando e eu e acho que ele e vocês também vão imaginando que há 40anos passados havia algo de mágico ali....
E o Omar não quiz ir por causa da casa......quem entende isso?