domingo, 18 de julho de 2010

"Um dia fomos todos presos pois o exército nos imaginou ligados a Guerrilha do Araguaia"

Hoje quem responde às perguntas é um pré-ex-SIC. Mas, faz parte da nossa comunidade e não deixa de participar sempre que há oportunidade.

Vai ser difícil descobrir de quem se trata antes de chegar ao final da entrevista. Mas garanto que, pelas aventuras por que passou e respostas detalhadas, vocês terão enorme prazer em lê-la por inteiro.

1 - Quando entrou para o Seminário?
Entrei no Seminário D.Barreto em 27/02/1947.
2 - Saiu de que Cidade/Paróquia
Saí de Campinas, da paróquia do Cambuí, N.Sra. das Dores, mas neste mesmo mês minha família se mudou para S. Carlos.
3 - Porque entrou para o Seminário?
Era cruzadinho e coroinha e achava legal ser padre como meu vigário, cônego Lázaro.
4 - Quantos anos tinha?
Entrei com 12 anos, após completar o primário,
5 - Quais seminários freqüentou?
Seminário Menor: D.Barreto e o Diocesano.
Seminário Maior, o Central do Ipiranga, Filosofia e Teologia.
6 - Quando se ordenou?
Ordenei-me dia 18/12/1960, na Paróquia do Cambuí.
7- Quantos anos tinha quando se ordenou?
Tinha 25 anos, e muito entusiasmo para trabalhar com jovens, mas reconheço que ainda era cedo para assumir uma paróquia.
8 - Que atividades exerceu?
Fui 6 meses coadjutor em Amparo, com Mons. Lisboa, que com toda sua peculiaridade e esquisitice, era um grande homem e administrador.
9 - Relação com Ex SIC?
Procuro manter sempre que posso estreita ligações com ex colegas, de minha época, participo dos encontros que programamos. Com os mais recentes (ex-SIC) turma de 60/70 é mais raro pois estou muito longe, mas acompanho as notícias principalmente pelo colega Chiavegato.
10 - Porque deixou a batina?
Não é fácil responder, há uma série de situações...Após 10 anos de exercício do sacerdócio como vigário na Vila Teixeira e depois em Indaiatuba, na Candelária, assistente da JOC feminina, ainda fiz uma experiência de trabalho, durante os anos 70, junto aos índios Pacaas-Novos em Rondônia com os Freis da 3º ordem franciscanas, mas não conseguia mais me animar com a vida sacerdotal. Acho também, que o Golpe de 64 confundiu nossas cabeças e arruinou todo um trabalho junto a Ação Católica. Tudo se tornou perigoso, amigos presos, a própria Igreja em posições conflitantes, uma vida meio dupla, pensando uma coisa e fazendo outra. Resolvi dar um tempo e vim para Manaus, onde fui convidado por um grupo de jovens para iniciar o MEB- Movimento de Educação de Base, ligada a CNBB, no Amazonas. Um trabalho muito legal, alfabetização de adultos via rádio. Mas foi desbaratado pela ditadura e um dia fomos todos presos pois o exército nos imaginou ligados a Guerrilha do Araguaia, que se iniciava no sul do Pará. Foi uma merda. Fui convidado, em 1973 a trabalhar na EMBRAPA, que iniciava suas atividades no Amazonas e aí fiquei até me aposentar em 2001.
Posso dizer que tive muita sorte na minha vida profissional, pois a Embrapa é uma grande Empresa, muito séria, com profissionais competentes e voltados ao apoio ao homem do campo. Viajei muito por todo Amazonas visitando escritórios e comunidades rurais, animando nossos técnicos alocados no Interior do Amazonas, onde a situação de vida é brava, e muito precária.
11- Houve alguma represália da parte da Igreja?
Nenhuma e nunca, pelo contrário, continuo com minha fé, sempre ajudando nas paróquias e movimentos de casais com apoio dos padres e bispo. Sou hoje voluntário da Arquidiocese de Manaus, participo do Conselho de Administração da Arquidiocese e responsável pelo Patrimônio da Arquidiocese, com meu amigo e colega de turma do Central do Ipiranga, D Luiz Vieira, atual Arcebispo de Manaus e que naquela época era da Diocese de Botucatu.
Minha Trajetória, acho que já contei resumidamente...
12 - Trabalha ainda?
Após me aposentar fui convidado por D.Luiz, para ajudar na Arquidiocese para colocar em ordem o seu Patrimônio, o que faço até hoje como Voluntário.
Um trabalho legal, mas chato pra caramba, procurar documentação de imóveis, isenção de impostos, levantamento de títulos de propriedade e tudo mais e ainda a desorganização de alguns párocos e muito contato com secretarias e cartórios, uma burocracia tremenda.
13 - Casou? Filhos? Netos?
Casei direitinho na igreja, após fazer meu curso de preparação, com um grupo de noivos. Tenho uma filha e dois lindos netos.
14 - Recordações do Ex-SIC?
São inúmeras recordações, com muita saudades. No Seminário Diocesano, onde ficamos de 1950 a 1954, era um grupo pequeno, pois estava sendo construído o Grande Seminário lá na SWIFT, e isso favoreceu uma união muito grande que dura até hoje entre nós. Foi um tempo muito bom.
15 - Personagens que o impressionaram?
No tempo de seminário - menor tivemos um reitor muito paternal que foi D.Melilo, um Pe. Mateus sério e carrancudo, mas de uma dedicação exagerada, maternal, um professor espetacular Pe. Adriano, um sábio holandês, velho na idade mas de uma juventude cativante. Pe. Sena, um sábio em qualquer disciplina na área das ciências exatas e assim muitos outros. Entre os colegas me impressionava a capacidade de concentração do Vivaldo, nosso Cotia, a inteligência do Celso, a oratória do Buch e do Eduardinho, o comportamento calmo e sério do Nadai, os craques nos esportes, Mário, Loreti, Paulinho de Limeira, Laerte na ponta esquerda, Chicão de Amparo, o Gastão e tantos outros que poderiam fazer parte da seleção do Dunga. Poderia falar das qualidades de cada colega.
No Seminário Maior, são muitas personalidades, uma série de professores advindos do após guerra, sofridos pela fuga dos países do Leste europeu atrás da cortina de ferro, com suas limitações de cultura, língua e traumas sofridos. Mas havia grandes professores, como Pe Martins na filosofia, Pe. Roxo na teologia Pe. Ciwinski no grego e hebraico.
Sinceramente não há grandes decepções, com relações a pessoas, superiores ou professores, nem tudo era perfeito, mas graças a Deus nunca encontrei maus exemplos, ou grandes desajustes nem em professores nem em colegas.
15 - Sobrou mágoas?
Nenhuma, só saudades.
16 - Se voltasse no tempo, trilharia novamente?
Não sei, os tempos são totalmente diferentes, é impossível pensar como naquela época.
17 - Mudanças provocadas com a saída do grupo clero.
É claro, foi uma grande mudança. Com a saída do meio clerical, a gente se sente só, meio perdido, começa nova vida, meio estranha... mas penso que todo esforço para se achar novamente, sobreviver, contato afetivo com o mundo feminino, passar dificuldades financeiras e tanta coisa mais, ajudaram a gente se amadurecer, compreender mais a vida, as pessoas. É uma mudança radical.
18 - Se dedica a Igreja Católica atualmente?
Sim, como disse sou Voluntário na Arquidiocese de Manaus e participo de um grupo bem eclético de pessoas que ajudam uma comunidade carente na periferia da cidade nos finais de semana e participo da vida de minha paróquia.
19 - Compare sua religiosidade de antes e agora.
Hoje minha vida religiosa é mais madura. O passar do tempo nos ensina e agora na 3º idade, somos mais humanos, compreensivos. Nos arrependemos tanto de nossas exigências e rabugices do passado. Não somos nada, tudo passa tão depressa e isso nos faz compreender mais a figura misteriosa de DEUS – PAI. Quantas vezes no tempo do seminário, nos dias de retiro nos julgávamos condenados ao Inferno. Hoje, penso que Deus dá um jeito para acomodar todo mundo no céu.
18 - Como comparar a Igreja de Ontem com a de Hoje?
São situações diferentes, o mundo mudou, a igreja mudou, e penso que há aspectos bem positivos. A participação do leigo, dos fieis, hoje é bem maior que antigamente no aspecto religioso. No nosso tempo havia mais uma preocupação e entusiasmo com a mudança do mundo. Apareceram os movimentos de Ação Católica, Mundo Melhor, que procuravam cristianizar a realidade em que vivíamos. O mundo após o horror da guerra exigia uma mudança e a igreja aparecia como capaz de restaurar a humanidade.
Não quero e nem acho justo muita comparação, os tempos mudam.
20 - O que acho dos nossos encontros?
Acho um negócio muito bom, muito bacana, pena que alguns já partiram e outros não apareçam.
21- Sugestão?
Se possível programar esses encontros juntos, a turma mais antiga (anos 40/50/60) com os mais novos (anos 70/80), não sei se há turma dos anos 90.
Para terminar, gosto de receber notícias dos amigos. Assino um jornalzinho dos ex de S.Roque, onde aparece notícias de colegas que passaram pelo Central do Ipiranga, chama ECHUS e é muito legal. Agora com a Internet podemos intensificar nossos contatos. Aqui vai meu e-mail, escrevam: herminio@vivax.com.br. Em Manaus estamos a disposição de todos, venham conhecer as belezas do Amazonas, antes que as grandes hidroelétricas, acabem com elas.
Abração. Hermínio.
  


Hermínio Bernasconi

Seus comentários são muito importantes. Servem de "feedback" a nós que publicamos as entrevistas e mais ainda aos entrevistados. Lembrando: se comentar como anônimo, não esquecer de identificar-se.


Aproveito para agradecer a todos os que têm aceito participar desta série de entrevistas. Sei que algumas perguntas incomodam e nos obrigam a refletir sobre coisas que estavam "dormentes" em nossas mentes. Mas, compartilhar estas reflexões e opiniões, tenho convicção, ajuda-nos a entender melhor os que conviveram conosco no passado e nos acompanham no presente.

J.Reinaldo Rocha(62-67)



8 comentários:

  1. augusto chiavegato18 de julho de 2010 11:05

    Legal. Obrigado ao Hermínio que me fez rever o tempo em que vivemos juntos, ao longo 1848-1957 quando parti a Roma.

    Um abraço.
    Chiavegato

    ResponderExcluir
  2. Herminio

    A Admiração e consideração incontida são os ingredientes de um coração amigo e sincero para agradecer sua colaboração no melhor conhecimento de um amigo distante dos meus braços, mas bem dentr4o de meu coração.

    Do amparense Aluizio

    ResponderExcluir
  3. Aí, Hermínio, como amei ler sua entrevista! Eu sempre refletia, onde estaria o Pe. Hermínio, pois eu o conheci dando aulas para mim, não me recordo se era de Religião, mas deve ter sido. Depois de muitas décadas, tive o prazer de o ter presente no primeiro encontro dos Ex-sic em março no nosso antigo seminário o ano passado, lembra? Você tem uma história que eu não conhecia. Hoje sei que você é um grande guerreiro, no mais puro e bom sentido, é claro. Você pensa bonito quando fala da religiosidade madura. Sua reflexão é rica. Um abraço do Lúcio.

    ResponderExcluir
  4. DENÚNCIA: SÍTIO CALDEIRÃO, O ARAGUAIA DO CEARÁ – UMA HISTÓRIA QUE NINGUÉM CONHECE PORQUE JAMAIS FOI CONTADA

    “As Vítimas do Massacre do Sítio Caldeirão
    têm direito inalienável à Verdade, Memória,
    História e Justiça!” Otoniel Ajala Dourado

    O MASSACRE DELETADO DOS LIVROS DE HISTÓRIA

    No município de CRATO, interior do CEARÁ, BRASIL, houve um crime idêntico ao do “Araguaia”, foi a CHACINA praticada pelo Exército e Polícia Militar em 10.05.1937, contra a comunidade de camponeses católicos do SÍTIO DA SANTA CRUZ DO DESERTO ou SÍTIO CALDEIRÃO, cujo líder religioso era o beato “JOSÉ LOURENÇO GOMES DA SILVA”, paraibano negro de Pilões de Dentro, seguidor do padre CÍCERO ROMÃO BATISTA, encarados como “socialistas periculosos”.

    O CRIME DE LESA HUMANIDADE

    O crime iniciou-se com um bombardeio aéreo, e depois, no solo, os militares usando armas diversas, como metralhadoras, fuzis, revólveres, pistolas, facas e facões, assassinaram na “MATA CAVALOS”, SERRA DO CRUZEIRO, mulheres, crianças, adolescentes, idosos, doentes e todo o ser vivo que estivesse ao alcance de suas armas, agindo como juízes e algozes. Meses após, JOSÉ GERALDO DA CRUZ, ex-prefeito de Juazeiro do Norte/CE, encontrou num local da Chapada do Araripe, 16 crânios de crianças.

    A AÇÃO CIVIL PÚBLICA PROPOSTA PELA SOS DIREITOS HUMANOS

    Como o crime praticado pelo Exército e Polícia Militar do Ceará é de LESA HUMANIDADE / GENOCÍDIO é IMPRESCRITÍVEL conforme legislação brasileira e Acordos e Convenções internacionais, a SOS DIREITOS HUMANOS, ONG com sede em Fortaleza – CE, ajuizou em 2008 uma Ação Civil Pública na Justiça Federal contra a União Federal e o Estado do Ceará, requerendo: a) que seja informada a localização da COVA COLETIVA, b) a exumação dos restos mortais, sua identificação através de DNA e enterro digno para as vítimas, c) liberação dos documentos sobre a chacina e sua inclusão na história oficial brasileira, d) indenização aos descendentes das vítimas e sobreviventes no valor de R$500 mil reais, e) outros pedidos

    A EXTINÇÃO SEM JULGAMENTO DE MÉRITO DA AÇÃO

    A Ação Civil Pública foi distribuída para o Juiz substituto da 1ª Vara Federal em Fortaleza/CE e depois, para a 16ª Vara Federal em Juazeiro do Norte/CE, e lá em 16.09.2009, extinta sem julgamento do mérito, a pedido do MPF.

    RAZÕES DO RECURSO DA SOS DIREITOS HUMANOS PERANTE O TRF5

    A SOS DIREITOS HUMANOS apelou para o Tribunal Regional da 5ª Região em Recife/PE, argumentando que: a) não há prescrição porque o massacre do SÍTIO CALDEIRÃO é um crime de LESA HUMANIDADE, b) os restos mortais das vítimas do SÍTIO CALDEIRÃO não desapareceram da Chapada do Araripe a exemplo da família do CZAR ROMANOV, que foi morta no ano de 1918 e a ossada encontrada nos anos de 1991 e 2007;

    A SOS DIREITOS HUMANOS DENUNCIA O BRASIL PERANTE A OEA

    A SOS DIREITOS HUMANOS, como os familiares das vítimas da GUERRILHA DO ARAGUAIA, denunciou no ano de 2009, o governo brasileiro na Organização dos Estados Americanos – OEA, pelo DESAPARECIMENTO FORÇADO de 1000 pessoas do SÍTIO CALDEIRÃO.

    QUEM PODE ENCONTRAR A COVA COLETIVA

    A “URCA” e a “UFC” com seu RADAR DE PENETRAÇÃO NO SOLO (GPR) podem localizar a cova coletiva, mas não o fazem porque para elas, os fósseis de peixes do “GEOPARK ARARIPE” são mais importantes que as vítimas do SÍTIO CALDEIRÃO.

    A COMISSÃO DA VERDADE

    A SOS DIREITOS HUMANOS em julho de 2010 passou a receber apoio da OAB/CE pelo presidente da entidade Dr. Valdetário Monteiro, nas buscas da COVA COLETIVA das vítimas do Sítio Caldeirão, e continua pedindo aos internautas divulguem a notícia, bem como a envie para seus representantes no Legislativo, solicitando um pronunciamento exigindo do Governo Federal a localização da COVA COLETIVA das vítimas do SÍTIO CALDEIRÃO.

    Paz e Solidariedade,

    Dr. Otoniel Ajala Dourado
    OAB/CE 9288 – 55 85 8613.1197
    Presidente da SOS – DIREITOS HUMANOS
    Editor-Chefe da Revista SOS DIREITOS HUMANOS
    Membro da CDAA da OAB/CE
    http://www.sosdireitoshumanos.org.br
    sosdireitoshumanos@ig.com.br
    http://twitter.com/REVISTASOSDH

    ResponderExcluir
  5. Carlos Olímpio Pires da Cunha19 de julho de 2010 17:24

    Hermínio,

    Você talvez não se lembre de mim. Quando você foi pároco em Indaiatuba eu estava bastante afastado da igreja, todavia, 4 ou 5 jovens idealistas, que queriam ver as coisas mudarem e acontecerem, foi no auge da repressão do regime militar, nos reuníamos, sob a sua orientação, na biblioteca (garagem)do coleginho das freiras, com a Bíblia em uma mesinha de centro, caso a polícia chegasse. Tive militância política, a partir de então, toda a minha vida. Hoje mais maduro vejo que cometi alguns equívocos, mas com certeza sempre tive vontade de acertar, por isso não me arrependo de nada que fiz, mas o melhor ao receber notícias suas é poder dizer que, se acertei, com certeza você tem créditos nestes fatos, pois aquelas reuniões pautaram o meu comportamento durante a minha vida pessoal e pública. Ler sua entrevista foi especial, especial por ter notícias de pessoa que foi tão marcante para mim, foi pura emoção, por inúmeras razões que talvez não dê ou não convenha elencar aqui. Um forte abraço, sua entrevista não poderia ser melhor e mais oportunda, alías, como disse Gabriel Garcia Marques, "a vida não é aquela que a gente viveu, mas é aquela que nos lembramos e como lembramos para ser contada".
    Fraternalmente,

    Carlos Olímpio

    ResponderExcluir
  6. Seria interessante se algum amigo ex-SIC, com propriedade no assunto de Direito, Política, Ética, História,etc, nos esclarescesse sobre o comentário acima sobre esse caso do sítio do Caldeirão.
    A questão é: como investigar, esclarecer e Indenizar fatos históricos? Porque ação contra o governo? Já imaginaram se tivéssemos que pagar por fatos da Guerra do Paraguai, da Guerra dos Farrapos, etc. Até onde, podemos nós que pagamos impostos hoje, ser penalizados por ações tão longínquas? O país hoje está suficientemente livre para que instituições, particulares e quem de interesse façam o que acham que deve fazer. Alguém impede que se vá ao local, colocar na História é relativo a se publicar na Imprensa, alguém proibe isso? Afinal, esse país só anda pela iniciativa e patrocínio da iniciativa privada.
    Creio que somos todos solidários com a dor dos parentes dos massacrados, acho que depois de tanto tempo, nem tanto pela dor, mas pela honra e moral de um ser humano.
    Então, quem esclarece isso?
    Grego

    ResponderExcluir
  7. José Armando Pereira da Silva - Seminário Diocesano de Campinas 1949-54
    Seminário Central do Ipiranga 55-56.
    A entrevista do Hermínio é ótima e reflete a personalidade de um homem raro. Depois de muitos anos desligado de qualquer contato com os velhos colegas, fui descoberto do pelo Mário Faria, que promoveu encontros com o Chiavegatto, Hermínio, Vivaldo e João Eduardo Miguel. Além de matar saudades e muita sessão nostalgia, pude sentir que o Hermínio era o mesmo dos velhos tempos: decidido, firme em suas convicções, alto em seus pensamentos e objetivos. Um caráter que não mudou, amadureceu apenas. Foi um privilégio reencontrá-lo. Sua carreira é para invejar: uma lição de altruismo e dignidade. Grande abraço a ele e outros que possam se lembrar desse amigo à disposição. Zé Armando

    ResponderExcluir
  8. Ao Zé Armando,

    Não temos seu e-mail em nossa lista de contatos. Gostaremos muito de tê-lo. Embora o nome da comunidade seja ex-SIC, está aberta a todos os ex-seminaristas, principalmente de Campinas.
    Pode nos contatar pelo e-mail ex.sic.1955@gmail.com
    Grato,
    Rocha

    ResponderExcluir

Seu comentário é importante e bem vindo. Não esqueça de identificar-se.