domingo, 17 de outubro de 2010

"Fomos formados na visão e mentalidade do Concílio Vaticano II. A Igreja real era muito diferente disso."


Ele é antigo, pelo menos no nome (do tempo do "onça"?), mas não tanto quanto os bandeirantes. Foi padre e um dos inauguradores do ex-SIC.

Imagino que estas dicas sejam mais que suficientes para você identificar o entrevistado de hoje. Sendo ou não, leia até o final as respostas contidas e econômicas deste nosso colega.
  • Quando entrou para o seminário?
Em Fevereiro de 1951.
  • Saiu de que cidade/paróquia?
N.Sra. de Amparo.
  • Por que entrou para o seminário?
Era coroinha, tinha um tio padre (irmão de minha mãe). Foi a ordem natural dos fatos.
  • Quantos anos tinha quando entrou?
10 anos.
  • Quais seminários frequentou?
O do Bosque, na rua Pe. Vieira, o do prédio novo na Swift, o do Ipiranga na Av. Nazaré, 993, o de Aparecida do Norte (3º ano de filosofia), novamente o do Ipiranga para os 4 anos de teologia.
  • Quando se ordenou?
Em 01/12/1963.
  • Quantos anos tinha quando se ordenou?
23 anos.
  • Que atividades exerceu como sacerdote? Alguma relação com o ex-SIC?
Vigário Coadjutor na paróquia de Santo Antonio de Americana, Vigário Coadjutor na paróquia de N.Sra. de Amparo, vigário na paróquia de Santa Rita de Cássia em Limeira.
  • Por que "deixou a batina"?
Fomos formados na visão e mentalidade do Concílio Vaticano II. A Igreja real era muito diferente disso.
  • Houve alguma represália da parte da Igreja por isso?
Oficialmente, não.
  • Qual sua trajetória profissional após "deixar a batina"?
Fui admitido, em 1972, como recrutador em uma multinacional americana e me aposentei, em uma multinacional francesa, como Diretor de Recursos Humanos.
  • Trabalha ainda?
Tenho uma consultoria de auto-administração de planos de saúde
  • Casou? Tem filhos? Netos?
Casado com Maria Silvia Moreira Velho, cirurgiã-dentista; duas filhas Geórgia e Laila e dois netos Murilo e Caio.
  • Quais as recordações mais marcantes do tempo de ex-SIC?
A camaradagem entre nós estudantes.
  • Cite um personagem com que conviveu na época que o impressionou positiva ou negativamente.
Padre Euclides Sena pela seu imenso saber.
  • Sobrou alguma mágoa? Qual?
Nenhuma mágoa do tempo do seminário.
  • Se voltasse no tempo trilharia novamente os mesmos caminhos? Por que?
Muito difícil fazer história com o "se". Provavelmente, não.
  • Se dedica à Igreja Católica atualmente?
Não.
  • Qual sua relação com a religião atualmente?
Nenhuma.
  • Como você compara a Igreja Católica daquela época com a atual?
Até onde vai o meu conhecimento da Igreja atual, não há diferenças entre esses dois tempos.
  • O que você acha dos reencontros com os ex-colegas do ex-SIC?
Bons para rever os amigos.
  • Qual (ou quais) pergunta(s) você gostaria de ter respondido e que não foi(foram)feita(s)?
Nenhuma.
  • Há algum outro endereço na internet que tenha mais informações sobre você? Algum "link" que você queira divulgar?
Não.

Domingos Jorge Velho


Ficou com vontade de saber mais detalhes sobre este amparense, meu conterrâneo? Suas respostas atiçaram sua curiosidade?

Utilize os comentários para lhe perguntar. Tenho convicção de que, apesar da timidez, ele responderá. Se comentar como "anônimo", identifique-se, por favor.


Se você atendeu o convite à participação como entrevistado e respondeu ANTES de 26/Setembro/2010, avise-me (ex.sic.1955@gmail.com), pois pode ter havido algum problema. A entrevista mais antiga que tenho para publicar é posterior a esta data. Portanto, por favor, avise-me caso você tenha respondido antes desta data e não tenha sido publicado ainda.

Se não foi convidado ainda, um pouco mais de paciência. Logo será. Todos da nossa lista de contatos, com e-mail ativo, o serão.

Também sugiro a todos que revisitem as entrevistas publicadas até o momento e leiam os comentários. Eu fiz isso esta semana e fiquei sensibilizado com o acolhimento demonstrado pelos colegas em relação aos respectivos entrevistados.

Se você foi um dos participantes desta série e ainda não leu os comentários publicados sobre sua entrevista, que tal fazê-lo agora?

[]'s a todos e um apelo para que não deixemos as divergências políticas atrapalharem nossa comunhão como membros desta comunidade.

J.Reinaldo Rocha (62-67)

6 comentários:

  1. Como ele disse, era gostoso a camaradagem entre nós, portanto como é gostoso chamá-lo de Onça. Rocha, está longe de ser timidez as respostas curtas dele. Falar pouco também é inteligente, principalmente quando se perceber que pode magoar outros. Tive uma leve impressão que ele está evitando lembrar algo a se esquecer. Para nós que vivemos de evocar lembranças, as vezes, precisamos entender esse lado: os fatos que são melhores se esquecidos. Mas se ele passou 3 anos em Aparecida deve ter tido lá uma boa vida revelada pelo Daolio...hummmm....vejam as fotos no http://picasaweb.google.com/ex.sic.1955 - álbum Ecos de Aparecida.
    Grego

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  2. Caro Domingos,
    Me chamou a atenção em sendo você um ex membro do clero, externar com tanta sinceridade e franqueza sua posição de não participante em nada da vida da religião católica. Você colocou como motivo de ter largado a batina, que a visão e a mentalidade do Concílio Vaticano II na qual se formara, diferia da realidade da Igreja de então. Gostaria que me esclarecesse, se se sentir à vontade para tal, quais eram esses pontos divergentes.
    Fortíssimo abraço
    José Fernando Crivellari
    1961/1962
    fernando.crivellari@ig.com.br

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  3. Paulo Bonganhi Chico Fumaça17 de outubro de 2010 22:29

    Assisti sua ordenação, auxiliei em suas missas na paroquia S.Antonio de Americana, onde o paroco era Mons. Nazareno Maggi e tb na igreja São Benedito. Época gostosa e legal. Nada se lembra do que foi pregado na época, apenas os exemplos de dedicação à causa que v. abraçara. Mas a vida continuou para todos nós. Também entrei para a área de RH, onde permaneci toda minha vida profissional.Lamento não cruzarmos nossa vida profissional para troca de experiências. Que bom saber um pouco do que v. pensa agora.

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  4. Meu saudoso amigo Onça. è muito bom encontrá-lo nessa entrevista e recordar o tempo que vivemos no semináio do Bosque, tão precário e apertado,mas aconhegante, que nos deixou muitas saudades. Entendo bem as entrelinhas de sua entrevista, as angustias e sofrimentos que passamos ao decidirmos mudar tão radicalmente a certa altura da vida e enfrentar situações a que não se estava preparado. Obrigado por suas mensagens via internet e até breve. um abraço Herminio

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  5. Caro Jorge, não nos conhecemos no SIC, eu sou da turma de 1966. Você era recrutador na tal multinacional americana, onde eu ingressei em 1974. Lembro-me que na época você disse que também passou pelo SIC. Grande satisfação ter notícias suas após esse tempo todo. Espero ter a oportunidade de revê-lo em nossos futuros encontros. Forte abraço. Alberto Bellini.

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  6. Caro amigo Domingos Onça Jorge Velho,ops,Onça é por fora,ksksksks... Quando vc se ordenou padre,eu estava debutando no ex-sic. Debutando... veja só! Mas eu estive na sua ordenação sacerdotal.
    Amigo, me diga uma coisa: será que vc se formou segundo a visão do Concílio Vaticano II? Veja bem,em 1951, ano de sua entrada para o Seminário, a Igreja vivia sob a égide do Concílio de Trento e o próprio Seminário era fruto do Concílio de Trento,que terminou em 1545, se não me falha na memória. Mas tudo bem,a Igreja de hoje mudou bastante com o Vaticano II, porém ainda há muitos resquícios tridentinos, inclusive na formação do clero.
    Mas,mudei de parágrafo. Por acaso, a multinacional onde vc trabalhou foi a 3M? Foi lá que eu revi vc,trabalhando no recrutamento. Estive trabalhando como terceirizado e cheguei a fazer testes psicotécnicos com vc, pois eu queria me efetivar na Companhia, na área de computação, porém, sem sucesso. Pois é, foi um prazer comentar sua entrevista, respostas concisas e sábias, escondendo o filósofo que há em vc.
    Um abraço.
    Lúcio

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